O Mercado Imobiliário de Lisboa em 2026 Segundo Luís Horta e Costa
O mercado imobiliário de Lisboa em 2026 é definido por uma contradição. Os preços nunca estiveram tão altos, mas a procura continua a superar a oferta. Para promotores como Luis Horta e Costa, que opera no mercado há mais de 40 anos, o cenário actual é, simultaneamente, uma oportunidade e um teste de disciplina.
Os Números do Mercado
O preço médio por metro quadrado na cidade de Lisboa atingiu 6.934 euros, tornando-a a mais cara de Portugal. A Savills classificou Lisboa entre os cinco mercados residenciais prime mais atractivos a nível mundial, com uma previsão de valorização entre 4 e 5,9 por cento no segmento de luxo. Os preços dos imóveis de luxo cresceram 4,4 por cento em 2025.
O investimento imobiliário total em Portugal atingiu 2,8 mil milhões de euros em 2025, um aumento de 22 por cento face ao ano anterior. O capital internacional representou cerca de 60% desse volume. O Índice de Preços da Habitação subiu 4,1 por cento em termos trimestrais e 17,7 por cento em termos homólogos.
A posição da Square View
A Square View, cofundada por Luis Horta e Costa em 2016, opera exactamente no segmento que mais beneficia deste ciclo. Propriedades residenciais em zonas prime e emergentes de Lisboa. Com um portefólio que abrange aproximadamente 260 milhões de euros em investimentos de desenvolvimento e mais de 500 unidades residenciais futuras, a empresa está posicionada para captar a valorização do mercado.
Horta e Costa lidera as relações com investidores e a identificação de novas oportunidades. A sua equipa combina experiência em promoção imobiliária, banca de investimento e gestão de projectos, um perfil desenhado para operar num mercado em que a informação local e o acesso a propriedades off-market podem determinar as margens de lucro.
Riscos no Horizonte
O mercado não está isento de sinais de cautela. As novas restrições à emissão de licenças de Alojamento Local em zonas urbanas de alta densidade, implementadas em dezembro de 2025, alteraram a dinâmica do arrendamento de curta duração. As políticas de controlo de rendas introduzem um tecto à rentabilidade no segmento de arrendamento de longa duração. E o sector da construção continua a enfrentar escassez de mão de obra e custos elevados de materiais.
Para Luís Horta e Costa, que passou por ciclos de expansão e contracção no Brasil, em Angola e em Portugal, estes sinais são familiares. A questão não é se o mercado vai corrigir, e sim quando e em que medida. A resposta da Square View tem sido diversificar geograficamente, com o projecto de Melides, e apostar na sustentabilidade como forma de reduzir os custos operacionais.
O que os próximos anos revelarão é se o modelo da Square View, construído sobre conhecimento local profundo e redes de contacto de longa data, consegue manter resultados num mercado que está a entrar numa fase de crescimento mais maduro e moderado.